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Em 1933 criou-se o Grupo Sacro Musical de Pedorido (Tuna Musical),
dirigido por um devoto da música, o Padre Francisco Nicolau Moreira
tendo como auxiliar o músico Nicolau Barbosa.
Em
1947 Jean Tyssen, proprietário da Empresa Carbonífera do Douro e
grande apaixonado da arte musical, apercebendo-se que no Couto
Mineiro do Pejão havia grande propensão para a música, logo ofereceu
um instrumental completo à Tuna e criou escolas de música tendo como
professores Alberto da Costa Santos, Alberto Ribeiro Gomes e
Tertuliano Monteiro.
É assim que em 19 de
Setembro de 1948, na II Festa da Família Pejão, os alunos das
escolas de Música, entretanto criadas para formar músicos para a
Banda, e restantes elementos da Tuna se apresentam, pela primeira
vez, colaborando nesse evento. Executaram um programa dirigido
pelo então Director Artístico, Capitão Lourenço Alves Ribeiro,
Maestro da Banda Nacional Republicana, e pelos professores da Escola
de Música da Banda.
A 14 de Agosto de 1949, aquando da inauguração da Igreja de Pedorido,
este mesmo grupo, já mais consolidado e dirigido pelo Professor
Tertuliano Monteiro, dá o primeiro concerto público. Estava assim
criada a Banda Musical do Pejão, mais tarde Banda de Música do
Mineiros do Pejão, cuja reputação ultrapassou as fronteiras de
Castelo de Paiva e que, em 1962, obteve dois primeiros prémios no I
Grande Concurso Nacional de Bandas e Filarmónicas, organizado pela
então FNAT (INATEL).
Por ela passaram, entre outros, os maestros Tertuliano Monteiro,
Dionísio, Hipólito, Sousa, António Gomes, José Macedo e Boaventura
Moreira. Nela se formaram e mais tarde saíram para a Orquestra
Nacional de Lisboa, Orquestra de Câmara da Fundação Calouste
Gulbenkian, Conservatório do Porto, Banda da GNR de Lisboa e Porto,
Banda do Regimento de Infantaria N.º 6 e agrupamentos musicais
civis, vários músicos e maestros que levam bem longe o seu nome e
fama.
Com
o encerramento das Minas do Pejão criou-se, a 12 de Junho de
1995, a Associação Cultural do Couto Mineiro
do Pejão, comparecendo como outorgantes na escritura pública de
constituição de associação os senhores Manuel Moreira Rodrigues,
Manuel Maria Moreira Teixeira, Alfredo de Sousa Tavares, Boaventura
Lopes Moreira, Casimiro Martins Moreira, Padre José Ribeiro da Mota
e Carlos de Sousa Noronha.
Reconhecido que foi o seu mérito no ensino da música, realização de
concertos, festividades e outras iniciativas de carácter cultural,
adquiriu a qualidade de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública,
conforme declaração nº 39/2001. II Série D.R. nº 27, de 1 de
Fevereiro, sendo-lhe entregue diploma assinado por Sua Excelência o
Sr. Primeiro-ministro.
Muito embora desde a sua fundação a Banda de Música dos Mineiros do
Pejão tenha participado na celebração de missas e outras cerimónias
religiosas, não lhe era conhecido qualquer grupo coral. Toda a Banda
tomava parte nessas cerimónias, até que com a fundação da Associação
Cultural do Couto Mineiro do Pejão, foi também criado um Grupo Coral
que participa na celebração de missas, casamentos e festivais.
A Banda dos Mineiros do Pejão conta actualmente com cerca de 70
elementos, sob a regência do Maestro Francisco Manuel Sousa Moreira,
oriundo das escolas da Banda, e mantém em funcionamento as cinco
escolas de música, situadas na área do Couto Mineiro, distribuídas
por Pedorido, Póvoa, Oliveira do Arda, Serradelo e Pé-de-Moura e
Canedo (Santa Maria da Feira), escolas que contam com dezenas de
alunos, todas elas orientadas por monitores de reconhecida
competência artística e pedagógica.
Nos anos de 2005 e 2006 participou nos I e II Concurso Nacional de
bandas Filarmónicas da Cidade de Aveiro obtendo os 3º e 2º lugar,
respectivamente.
Actualmente a Banda de Música dos Mineiros do Pejão continua activa
e dinâmica, levando o nome do Pejão a diversas localidades do Norte
a Sul do país, e aos emigrantes e habitantes de Espanha – Fabero Del
Bierzo; e de França – Montluel e Feyzin em Lyon.
É pois, uma Banda de
Música com sessenta anos de história, que se vem impondo pela sua
qualidade artística ao serviço daquela que é considerada "a mais
bela de todas as Artes".
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